"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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Ser ou não ser cético?

11/02/2014 21:34

O cético é uma pessoa que não consegue aceitar verdades que sejam impostas através de falácias ou emoções, pois ele valoriza muito a racionalidade. Como se diz, o cético precisa “ver para crer”, pois o único meio de convencê-lo é através de argumentos lógicos que se apóiem em evidências incontestáveis.

 

A convicção de que a lógica está em absolutamente tudo que existe é o principal motivo para alguém tornar-se cético. Esta certeza não se baseia apenas em conhecimentos, pois as crenças, os valores e o equilíbrio emocional também são importantes para formar o cético. Em outras palavras, os céticos sempre estão questionando porque são muito racionais, mas também estão sujeitos as suas crenças e valores.

 

O cético é um gerador de conflitos em potencial, pois as suas opiniões geralmente divergem da maioria das pessoas. Os maiores conflitos ocorrem quando o assunto é religião, pois as religiões e similares se sustentam em “estórias” que contrariam as possibilidades naturais.  Em outras palavras, o cético tende a gerar conflitos porque não aceita que o desenvolvimento cultural e humanístico seja atrapalhado por verdades sustentadas em incoerências.

 

Para o cético a verdade tem que ser demonstrada logicamente. Ele não consegue aceitar que a verdade que se baseie apenas em depoimentos ou registros, mesmo que estes sejam considerados sagrados. Ele pensa assim porque sabe que nada pode garantir que os depoentes ou registros contem a verdade. Em outras palavras, o cético não abre mão da lógica, porque os fatos demonstram que as pessoas e os registros não são totalmente confiáveis. O cético também sabe que algumas vezes a mentira pode ser involuntária. A mentira involuntária pode ser gerada por interpretações equivocadas ou por disfunções mentais. A percepção de que a mediunidade pode ser apenas uma disfunção mental é bem antiga. A história conta que a igreja já acusou doentes mentais de possessão demoníaca para atender aos seus interesses.

 

A esquizofrenia é uma disfunção mental que pode criar situações que parecem verdadeiras para os esquizofrênicos e para as pessoas desavisadas, despreparadas e influenciáveis. A esquizofrenia pode provocar alucinações fazendo com que os esquizofrênicos conversem e vejam pessoas que existem apenas nas suas mentes.  Alguns esquizofrênicos chegam até a acreditar que são pessoas famosas como Napoleão Bonaparte ou Jesus Cristo. Portanto, a probabilidade de que a telepatia e a comunicação com o além sejam apenas manifestações esquizofrênicas é muito grande. A telepatia é a comunicação direta de pensamentos. Convém lembrar que a maioria dos cientistas não acredita na telepatia porque as ciências já pesquisaram muito sobre ela e não comprovaram a sua existência. Atualmente, os esquizofrênicos são cerca de 1% da população mundial e no Brasil aparecem cerca de 56.000 novos casos por ano.  Imagine quantos esquizofrênicos já existiram. Certamente, muitos deles já pensaram ou pensam serem médiuns, profetas ou divindades. Certamente, muita gente de boa fé já seguiu ou segue esquizofrênicos.

 

Em suma, ser cético não é necessariamente ruim como muitos pensam, pois os fatos demonstram que é muita imprudência acreditar naquilo que pareça contrariar as leis da natureza. Entretanto, ninguém é cético por opção, pois o condicionamento cultural fala mais alto. Em outras palavras, as pessoas são socializadas (programadas) pelos seus meios culturais para serem crédulas ou céticas. Entretanto, novos conhecimentos podem melhorar a visão crítica.   Clique aqui, para conhecer algumas reflexões sobre a verdade.