"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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Reflexões sobre o livre-arbítrio

11/02/2014 21:32

A expressão “livre-arbítrio” é utilizada para referenciar a capacidade de realizar escolhas livremente. Teoricamente, ela pode ser atribuída a todos os organismos dotados de cérebros, pois todos eles estão capacitados para perceber, comparar e escolher.

 

Alguns cientistas supõem que todas as nossas reações já estão programadas e que o livre arbítrio é apenas uma ilusão. Entretanto, outros acham isso um exagero por considerarem que os testes utilizados são muito rudimentares para refletirem a verdade e que muitas das nossas reações somente podem ser justificadas mediante o livre-arbítrio. Para saber mais sobre esta divergência, clique aqui.

 

Os fatos mostram que as reações dos seres racionais são em parte pré-definidas e em parte decididas em tempo real. As reações automáticas são evidências de que parte do comportamento racional é controlada por um programa. As reações que se realizam entre múltiplas possibilidades são evidências de que parte do comportamento racional se suporta no livre-arbítrio.

 

Os programas constituem a principal evidência da existência do livre-arbítrio.  Eles sequer existiriam sem ele, pois os seus detalhes têm que ser minuciosamente escolhidos para que ele consiga satisfazer a vontade de alguém. Esta relação é muito fácil de ser percebida e aceita nos programas que são desenvolvidos e instituídos pelos seres racionais. Entretanto, há uma grande resistência em fazer isso para os programas naturais, pois seria necessário admitir a existência de uma entidade superior que pense a realidade natural.

 

A negação do livre-arbítrio reflete uma limitação do método científico, pois ele serve para identificar as leis da natureza, mas não pode identificar como elas surgem. Em outras palavras, o método científico influencia a visão dos pesquisadores e dificulta a percepção de que todos os tipos de leis são impostos pela vontade de alguém que pode optar. A limitação do método científico é muito grave, pois propicia o surgimento de especulações e oportunistas.

 

As religiões e similares admitem o livre arbítrio e atribuem as leis da natureza à vontade de uma entidade superior. Entretanto, as formas e desejos atribuídos a estas entidades refletem as crenças e valores das culturas onde eles foram concebidos e não a realidade, pois eles não harmonizam com os fatos nem as leis naturais. Aceitar isso é o mesmo que desprezar tudo que as ciências conquistaram para a humanidade.

           

A única maneira para demonstrar a existência do livre-arbítrio é conhecendo muito bem o papel da vontade.  Para saber mais a respeito disto leia o artigo Reflexões sobre a vontade”.