"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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Reflexões sobre a morte

11/02/2014 21:26

A morte pode ser definida como o fim da capacidade de executar o conjunto de processos que é responsável pela existência das entidades que integram a flora e a fauna ou simplesmente como o fim da existência de uma entidade natural autônoma. Entretanto, muita gente acha que há algo de místico, mágico ou misterioso nela.

 

A maioria das pessoas entra em pânico com a possibilidade de que a morte acabe permanentemente com a sua existência. Este sentimento torna-as vulneráveis a estórias e explicações estapafúrdias cujo principal objetivo é agregar seguidores. Entretanto, há muitas outras pessoas que preferem enfrentar os seus sentimentos a aceitar este tipo de estórias e explicações. As relações entre estes grupos sempre foi muito difícil, pois cada um deles tenta impor as suas crenças e valores aos demais. Muitas vezes até a morte é utilizada para isto. É uma grande ironia, mas o medo da morte também é um dos principais agentes da morte.

 

Os seguidores das estórias e explicações estapafúrdias as defendem alegando que nem tudo que existe é lógico. Contudo, isto é uma grande inverdade, pois é empírico que a existência de absolutamente tudo é devida exclusivamente às leis da natureza. A Teoria do Big Bang é um exemplo de explicação estapafúrdia, pois é inaceitável que os cientistas tentem explicar como surgiu o universo sem antes explicar como surgiram as leis da natureza que o suportam. Eles se esquecem que sem estas leis as ciências e as suas teorias inexistiriam. A divisão do ser humano em matéria e espírito é outro exemplo de explicação estapafúrdia, pois ela simplesmente exclui os animais e os organismos acéfalos. É como se eles não fossem animados. Esta última explicação comete um pecado maior ainda, pois institui um mundo material e outro imaterial sem prova alguma nem mostrar como ambos se unificam. Isto é uma evidência que a principal preocupação desta explicação é aplacar o medo da morte sem compromisso algum com a verdade.

 

Os principais motivos que levam a maioria das pessoas a pensar que a matéria e o espírito são entidades distintas são os seguintes: as pessoas não conseguem entender como os seus sentimentos e capacidades se relacionam com a matéria dos seus corpos; as pessoas percebem a natureza em ação, mas não sabem exatamente o que ela é nem conseguem localizá-la em lugar algum. Entretanto, estes motivos não constituem prova alguma de que a matéria e o espírito sejam entidades distintas apenas demonstram a nossa incapacidade em compreender a natureza e a realidade natural.

 

O desequilíbrio emocional provocado pelo medo da morte pode provocar mais males do que a própria morte. Ele pode afetar a qualidade de vida de qualquer pessoa, dos seus familiares, da sociedade e até mesmo da humanidade inteira. Ele tem este poder porque pode favorecer a mistificação e atrapalhar a aquisição de novos conhecimentos que poderiam alavancar o desenvolvimento pessoal e social. Em outras palavras, o medo da morte pode afetar a razão e gerar conflitos ideológicos intermináveis e de conseqüências incomensuráveis. O ser humano deveria aprender a lidar melhor com os seus sentimentos ao invés de fugir da sua insegurança através de estórias e explicações estapafúrdias, pois este remédio possui efeitos colaterais que vão da mediocridade até a morte.

 

É ponto pacífico que a morte é um fim inevitável que é indispensável à renovação e evolução da vida. Entretanto, a morte também pode ser conceituada de outra maneira que é um pouco mais precisa do que esta. Esta conceituação se apóia em uma visão inédita da realidade que não incorre nas incoerências expostas previamente. Esta nova visão revela qual é a única coisa imaterial que pode se materializar-se para servir de base para absolutamente tudo. Esta revelação é feita passo a passo e sem jamais contrariar a lógica. Esta visão ainda não existia porque é muito difícil e demorado para concebê-la. “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos vêem. (Schopenhauer)” Se você quiser saber mais sobre essa visão leia os artigos “O que somos nós?” e “Uma visão surpreendente do universo."