"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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Reencarnação, ressurreição ou extinção?

11/02/2014 21:23

Muita gente está propensa a acreditar em qualquer coisa para não ter que enfrentar a possibilidade de que a morte possa encerrar definitivamente a sua existência. Esta situação faz delas vítimas potenciais de pessoas e organizações que estão dispostas a fazer qualquer coisa para defenderem os seus pontos de vistas e interesses.

 

Algumas pessoas acreditam na ressurreição, outras na reencarnação, outras na extinção e outras em coisa alguma. Estas crenças, geralmente, partem da premissa que somos parte material e parte imaterial. Entretanto, crença alguma deveria partir desta premissa, pois esta divisão nunca foi comprovada. Não podemos descartar a possibilidade de que sejamos feitos de algo que seja capaz de sustentar simultaneamente as coisas tangíveis e intangíveis.

 

Os partidários da ressurreição acreditam que voltarão a viver após o dia do juízo final. Os partidários da reencarnação crêem que nós podemos viver várias vidas. Os partidários da extinção acham que a morte é o fim de tudo. Os argumentos dos partidários da reencarnação e da ressurreição não são cientificamente válidos, pois se sustentam apenas em crenças e depoimentos. Os partidários da extinção não apresentam argumento algum.

 

A complementaridade natural é um ótimo argumento para rejeitar a ressurreição e a reencarnação simultaneamente. A complementaridade natural é a qualidade que faz todas as coisas naturais se encaixarem. Esta estrutura é sustentada por eventos complementares dispostos cronologicamente que podem ser concomitantes ou não. Cada um destes eventos é uma entidade natural e como tal não pode ser segmentada. A ressurreição e a reencarnação contrariam esta restrição, pois ambas são obrigatoriamente segmentos de eventos que já se encerraram. Convém lembrar que os corpos físicos também são eventos, pois são efêmeros.

 

A transformação natural é um excelente argumento para rejeitar a extinção. Os fatos mostram que: “Na natureza nada se cria! Nada se perde! Tudo se transforma”. Não há razão alguma para que sejamos a única exceção a esta regra. O grande desafio consiste em descobrir no que o nosso “eu” poderia se transformar. Obviamente, antes é preciso saber do que o nosso “eu” é feito. Sem essa informação jamais saberemos realmente o que acontece depois da morte.

 

A compreensão de como ocorre a materialização é imprescindível para sabermos o que realmente acontece depois da morte. Sem ela jamais entenderemos o que somos, pois a existência do “eu” pode depender da materialização e vice versa. Nada impede que haja algo imaterial capaz de se materializar e manifestar as propriedades relativas ao “eu”. Afinal de contas, a matéria totalmente decomposta leva ao nada. Aliás, os cientistas já começam a discutir a possibilidade de que tudo se origine do nada.

 

A compreensão do funcionamento da natureza é essencial para entendermos como ocorre a materialização. As ciências atuais jamais conseguirão nos proporcionar isto, pois se limitam apenas a testar relações que poderiam sustentar leis naturais. Em outras palavras, a compreensão da natureza requer uma abordagem integral que nenhuma das ciências existentes está autorizada a nos oferecer. Qualquer tentativa neste sentido é uma extrapolação de competência.

 

A tarefa de tentar compreender a natureza, a materialização e o que somos nós de forma lógica e totalmente integrada pode parecer impossível. Entretanto, tudo isto já foi feito e está descrito de forma simples, minuciosa e apartidária na Teoria do Big Brain. A pergunta: “como alguém desconhecido poderia ter sucesso onde tanta gente renomada falhou?” é cabível. Parafraseando Schopenhauer: “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos vêem”.