"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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Onipresença, Onipotência e Onisciência – Visão Lógica

11/02/2014 21:23

Muita gente acredita piamente na existência de um ser superior que é onipresente, onipotente e onisciente. A onipresença, onipotência e onisciência são as capacidades de estar em todos os lugares, de realizar qualquer coisa e de perceber todas as coisas, respectivamente. Será que a onipresença, onipotência e onisciência são qualidades realmente factíveis? Em outras palavras, será que a onipresença, onipotência e onisciência são possibilidades reais? A primeira providência para descobrir isso é por de lado as crenças, pois elas podem atrapalhar a identificação da verdade. A segunda consiste em analisar a coerência da onipresença, onipotência e onisciência separadamente, pois isto simplifica muito a visão da realidade.

 

A onipresença requer que o ser detentor desta qualidade esteja em todos os lugares ao mesmo tempo. Será que existe esta possibilidade? Sim, ela existe, mas o universo teria que ser corpo deste ser. Em outras palavras, a onipresença somente é uma possibilidade, se e somente se, todas as coisas do universo integrarem a um mesmo ser. Algumas pessoas crêem que esta regra é imprescindível para qualificar um deus, pois seria ilógico atribuir a criação do universo a um ser que fosse menor do que ele. As pessoas que defendem este ponto de vista são denominadas panteístas.

 

A onipotência exige que o ser detentor desta qualidade possa se transformar em tudo que existe.  Isto é necessário porque nenhum ser pode ser inteiramente gerado a distância. Em outras palavras, a onipotência requer uma relação de pais-filhos. Portanto, a onipotência depende das seguintes condições: Primeira, todas as coisas do universo têm que integrar um mesmo ser. Caso contrário, ser algum poderia manipular todos os insumos que estão em transformação no universo. Em outras palavras, a onipresença é indispensável à onipotência. Segunda, um ser onipotente teria que sentir ou saber absolutamente tudo de seu corpo. Caso contrário, ele não teria as informações necessárias às suas transformações. Em suma, a onipotência é a capacidade de autotransformação de um ser cujo corpo teria que ser o universo. Esta é a razão pela qual: “Na natureza nada se cria! Nada se perde! Tudo se transforma”.

 

A onisciência é o segundo pilar da onipotência. Ela é essencial para que um ser possa entender as informações que lhe possibilitam se transformar em todas as coisas do universo. Ela somente é viável através da onipresença. Em outras palavras, um ser somente poderia tudo saber, se este tudo fosse parte dele, ou seja, se ele fosse onipresente. Portanto, a onisciência é a capacidade de tudo perceber e não de tudo ver, como muita gente pensa. A visão não seria viável em um ser cujo corpo fosse o universo. Nele olhos seriam totalmente dispensáveis. Em suma, a onisciência também é uma possibilidade desde que o universo seja um único ser.

 

Um ser cujo corpo fosse o universo jamais precisaria de membros, órgãos internos, órgãos sensoriais ou de um cérebro modularizado como os dos demais seres. Ele precisaria apenas de ser capaz de se transformar em qualquer coisa natural. A evolução seria a sua principal característica. Um ser com esta capacidade e configuração é incomum, mas isto não invalida lei alguma da natureza.

 

Em suma, nada impossibilita a onipresença, onipotência e onisciência desde que o universo seja o corpo do ser detentor destas qualidades. Obviamente, todos os seres do universo, inclusive nós, deveríamos ser vistos como filhos e parte deste grande ser simultaneamente. Isto levaria a seguinte questão: Será que a morte automaticamente nos ”religa” ou reunifica a este grande ser? Esta resposta e a lógica que a suporta podem ser encontradas na Teoria do Big Brain. A primeira visão 100% lógica do mundo. Para saber mais dela, sugiro a leitura do artigo “Uma Visão Surpreendente do Universo.