"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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O verdadeiro nome do capeta.

12/02/2014 00:28

O capeta existe! Ele se chama “etnocentrismo”. Até as pessoas boas fazem coisas más por causa dele. O “etnocentrismo” é a tendência de pensar que os valores do nosso povo são os únicos verdadeiros. Este apego acontece porque os valores, geralmente, são transmitidos por histórias ou estórias muito emotivas que são memorizadas juntamente com os mesmos. Em outras palavras, muitas vezes, nós defendemos valores incoerentes porque fomos programados para isto, inclusive emocionalmente.

 

O “etnocentrismo” é responsável por muitos conflitos. Para alguns grupos é muito difícil aceitar que outros vivam por valores diferentes. Para eles os divergentes são adversários que devem ser ressocializados ou combatidos a qualquer custoPara isto, eles apelam para a fé, razão e até mesmo para a morte. Entretanto, a vitória em batalhas etnocêntricas não dá razão a ninguém, apenas demonstra a superioridade da força dos vencedores.

 

O “etnocentrismo” é um câncer que se apóia na intolerância e na burrice para se alastrar e impedir a paz intersocial. A melhor maneira para neutralizar o “etnocentrismo” é pelas beiradas, pois o confronto direto quase sempre termina em impasse. Esta empreitada é muito difícil, pois requer sangre-frio, empenho e tempo. O ressocializador tem que se esquivar de ataques, buscar respostas, multiplicar conhecimentos e disseminar o bom senso.

 

O maior obstáculo para vencer o “etnocentrismo” é descobrir a verdade integralmente, pois os etnocêntricos, geralmente, não aceitam meias verdades. Para eles as meias verdades são bem menos convincentes do que as histórias ou estórias que lhes foram continuamente contadas. Esperar que os etnocêntricos raciocinem pragmaticamente é utopia, pois até mesmo as pessoas mais esclarecidas são refratárias às novas idéias.

 

As leis e vontades encontradas na natureza são partes da verdade e jamais deveriam ser ignoradas. As leis têm que estar na base da inteligibilidade e de qualquer conhecimento que seja verdadeiro. As manifestações de vontade são constatadas por qualquer pessoa comum e cientista algum pode contestar este fato. Em outras palavras, ninguém deveria ignorar as leis e vontades naturais nem mesmo os cientistas, pois as existências de ambas são incontestáveis. Contudo isto ocorre individual e coletivamente. Quando esta ocorrência é coletiva o seu peso é maior e configura “etnocentrismo”.

 

Em suma, o “etnocentrismo” gera um grande impasse: Os crédulos acreditam que tudo que existe é obra dos poderes de uma vontade superior, inclusive os nossos destinos; Os cientistas tendem a acreditar que o universo se originou do nada. Esta ingenuidade torna a humanidade refém de uma situação extremamente nefasta, pois coloca os crédulos contra os esclarecidos e propicia a ação e organização dos aproveitadores. A melhor maneira de sair deste impasse é abrindo a mente para novas possibilidades. Se você estiver preparado para isto. Leia também o artigo “Uma visão surpreendente do universo.”, pois ele introduz uma teoria cujo objetivo principal é atenuar o “etnocentrismo”, isto é, afastar o capeta. “Xô capeta! Xô!”