"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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O que são a alma e o espírito?

11/02/2014 21:20

As conceituações de alma e espírito são muito confusas e contraditórias. A maior prova disto é que algumas pessoas pensam que a alma e o espírito são mesma coisa e outras não. Isto acontece porque estas conceituações derivam de diferentes visões místicas e religiosas ou são apenas especulações. Em outras palavras, as conceituações de alma e espírito são muito divergentes e conflitantes porque não partem de premissas confiáveis.

 

Uma boa maneira para conceituar alma e espírito coerentemente seria encontrando fatos que pudessem corresponder a ambos. “O nada” e “o eu” são fatos que parecem se enquadrar perfeitamente nesta condição. Para chegar a esta conclusão é necessário que a alma seja vista como uma essência e o espírito como uma entidade completamente autônoma.

 

O nada” tem as qualidades básicas da alma. Ele é invisível, imaterial e está na base de todas as entidades naturais. Esta conclusão se baseia na seguinte observação científica: qualquer coisa quando decomposta ao extremo resulta em nada. Convém lembrar que até o astrofísicos já começam a admitir que todas as coisas do universo podem terem vindo “do nada”. Em outras palavras, “o nada” é o único fato que preenche as condições necessárias para ser a essência de todas as coisas, isto é, para ser a alma.

 

A percepção de que “o eu” é o espírito é praticamente ponto pacífico. Contudo, dizer que “o eu” é o espírito seria uma tautologia. Por isso, o que realmente interessa é saber se “o eu” é um fato que corresponde ao conceito de espírito. A principal evidência disto está na capacidade “do eu” sentir e comandar o seu corpo. Esta capacidade faz “do eu” uma entidade autônoma. Desconhece-se qualquer outra coisa que seja capaz de perceber e lidar com as suas capacidades, limitações e existência. Em outras palavras, “o eu” é o único fato qualificado para ser o espírito.

 

Teoricamente, não há impedimento algum para “o nada” constituir “um eu” nem para que “um eu” feito basicamente de nada seja uma entidade natural autônoma. Em outras palavras, os fatos mostram que “o nada” e “o eu” podem ser intrínsecos sem que isto cause prejuízo algum aos mesmos e a natureza. Em suma, não há razão alguma que impeça a alma e o espírito de serem inseparáveis, isto é, nada impede que ambos sejam uma mesma entidade.

 

A melhor maneira de checar se as reflexões acima estão corretas é respondendo a seguinte questão: Algo que é feito somente “de nada” poderia ser o único agente e insumo da construção de todas as coisas do universo? Já existe uma resposta inteiramente factível prá esta questão que está descrita de forma simples e minuciosa na Teoria do Big Brain. Para conseguir elaborá-la bastou apenas pensar diferentemente. Schopenhauer estava certo! “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos vêem.” Para saber mais a respeito desta forma de pensar leia o artigo: “Uma visão surpreendente do universo.