"Sem reflexão não há evolução."

Jairo Alves

@jairobigbrain

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Implodindo a Teoria do Big Bang

11/02/2014 21:10

As ciências também podem gerar crenças nocivas à nossa evolução técnica e humanística. Um bom exemplo disto é a Teoria do Big Bang, pois ela leva as pessoas a crerem que o universo é fruto do acaso e caótico. Isso acontece por dois motivos. Primeiro, ela não se encaixa em uma visão sistêmica da natureza. Segundo, os seus simpatizantes a defendem da mesma maneira que os fiéis defendem as suas crenças.

 

A Teoria do Big Bang atribui a existência e a configuração do universo a uma grande explosão (BigBang) que teria ocorrido por volta de 13,7 bilhões de anos em função de uma grande concentração de massa e energia. Os astrofísicos chegaram a esta conclusão baseados em várias pistas.As duas principais foram: a expansão do universo que foi detectada em 1929 por Edwin Powell Hubble e a radiação cósmica de fundo que foi prevista em 1948 e confirmada em 1965.

 

A Teoria do Big Bang ignora dois fatos muito importantes: as leis da natureza e a complementaridade natural. As leis da natureza constituem a razão de existir de todas as coisas, inclusive das ciências. A complementaridade natural é uma evidência de que todas as coisas do universo estão integradas em um gigantesco mecanismo natural. Aceitar a possibilidade de que absolutamente tudo no universo tenha se originado de uma explosão é admitir que o mecanismo da natureza e as leis que o suportam tenham surgido do nada.Supor que absolutamente toda a energia do universo estava condensada em um único ponto do tamanho de uma ervilha faz menos sentido ainda.

 

As leis e o mecanismo da natureza são sinais de inteligência. Em outras palavras, os fatos demonstram que a natureza se concebe intelectualmente. Portanto, qualquer explosão que não esteja subordinada as leis da natureza é um evento caótico sem as qualidades necessárias para construir uma obra de engenharia tão complexa como a natureza. Admitir esta possibilidade faz menos sentido do que pensar que uma explosão sozinha poderia: projetar, produzir, encaixar as peças e montar os veículos em uma fábrica automotiva.

 

A Teoria do Big Bang também não leva em conta que o universo é um sistema fechado. Todo sistema fechado é obrigatoriamente um moto-contínuo, pois seu mecanismo tem que ser autofágico, isto é, ele deve se alimentar de si próprio porque não tem exterior. A frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma!” é uma evidência disto. A transformação é uma prova de que o universo sempre existiu e continuará a existir, pois a única coisa que justifica a sua autofagia é uma vida eterna.

 

Uma justificativa mais lógica para a expansão do universo é atribuí-la a um imenso processo autofágico, pois ele teria que se movimentar e transformar os corpos celestes. Para realizar esta movimentação e transformação, o universo precisaria se inflar e desinflar, tal qual, um pulmão faz para bombear ar. Os corpos celestes se afastariam na inflação e se aproximariam na desinflação, pois eles seriam a carga e a bomba simultaneamente. A expansão do universo não seria eterna, pois de tempos em tempos o universo teria que se contrair causando o refluxo dos corpos celestes. Observar as duas etapas deste processo seria impossível, pois o universo é gigantesco e elas poderiam durar bilhões ou até mesmo trilhões de anos. Esta nova possibilidade poderia ser chamada de “Teoria da Big Pump”, pois ela presume que o mecanismo do universo se movimenta como se fosse uma grande bomba. Esta nova visão tem o mérito de conseguir justificar a expansão do universo e a complementaridade natural simultaneamente.

 

A radiação cósmica de fundo é um evento eletromagnético que preenche todo o universo. Os físicos se apóiam nele para justificar a Teoria do Big Bang, pois ele é térmico e só pode ser encontrado em movimentos corporais. Entretanto, nada impede que ele seja inerente ao mecanismo da natureza, pois nela tudo se transforma eternamente. Em suma, a radiação cósmica de fundo também é compatível com a nova justificativa para a expansão do universo que foi introduzida no parágrafo anterior.

 

Acreditar na Teoria do Big Bang é tão primitivo quanto acreditar em deuses mágicos, pois ela não consegue se integrar em uma visão sistêmica da natureza. Provavelmente, este artigo é insuficiente para demonstrar isso, mas você pode compensar isso lendo “A Teoria do Big Brain”, pois ele é totalmente baseado nela.